Última atualização em: 29 de outubro de 2026.
Nesta seção, você encontra explicações detalhadas sobre o modelo de concessão parcial adotado pelo Governo de Pernambuco para os serviços de saneamento operados pela Compesa. São 11 temas que explicam, de forma simples e transparente, como o processo foi estruturado, seus objetivos e os resultados previstos.
A forma de prestação dos serviços de água e esgoto em Pernambuco está mudando.
Com a concessão parcial dos serviços de saneamento, a partir de 23/11/2026, os serviços de distribuição de água no estado e de esgotamento sanitário em alguns municípios passam a ser responsabilidade de empresas concessionárias.
A Compesa, por sua vez, continua pública e atuará na captação, no tratamento e na produção de água, além do esgotamento sanitário na Região Metropolitana do Recife e em Goiana, por meio da Parceria Público-Privada Cidade Saneada.
Quer saber o que muda para você? Consulte sua cidade e acesse as perguntas e respostas para entender, de forma simples, como funciona a concessão.
Nesta seção, você encontra explicações detalhadas sobre o modelo de concessão parcial adotado pelo Governo de Pernambuco para os serviços de saneamento operados pela Compesa. São 11 temas que explicam, de forma simples e transparente, como o processo foi estruturado, seus objetivos e os resultados previstos.
A concessão parcial tem como principal objetivo o cumprimento das metas do Marco Legal do Saneamento, que exige 99% de cobertura de água e 90% de esgotamento sanitário até 2033. A iniciativa assegurou mais de R$ 20 bilhões apenas em investimentos privados destinados a este objetivo.
O modelo busca contribuir para a ampliação e melhoria dos serviços de saneamento, com investimentos focados em:
Escolha sua cidade para saber qual concessionária é responsável pela prestação dos serviços a partir de 23 de novembro de 2026.
Consulte primeiro qual concessionária atende a sua cidade.
(81) 9 9488-5227
0800 081 0195
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www.compesa.com.br
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0800 772 0003
0800 870 8787
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Não. A Compesa continua pública e atuará na captação, no tratamento e na produção de água, além do esgotamento sanitário na Região Metropolitana do Recife e em Goiana.
Nesta página, escolha sua cidade na área “Consulte sua cidade“. O resultado informará qual concessionária é responsável pelo atendimento.
A transição acontecerá de forma automática e os serviços continuarão a ser prestados normalmente. A fatura mensal passará a ser emitida pela nova concessionária, que também será responsável pelo atendimento ao cliente.
A emissão e o envio das faturas serão feitos diretamente pelas concessionárias. As contas terão um visual diferente e trarão as logomarcas dessas empresas.
Não. A mudança será feita de forma automática e você receberá sua conta normalmente.
Entre em contato através dos canais de atendimento da Compesa:
A Tarifa Social Pernambucana e a Tarifa de Vulneráveis, que juntas atendem aproximadamente 70 mil famílias, serão mantidas para os atuais beneficiários.
A partir do dia 23 de novembro de 2026, o cliente deverá solicitar a ligação diretamente nos canais de atendimento da concessionária que atende sua cidade.
A partir do dia 23 de novembro de 2026, o cliente deverá solicitar a verificação de falta de água diretamente pelos canais de atendimento da concessionária que atende sua cidade.
A partir do dia 23 de novembro de 2026, o cliente deverá solicitar o reparo do vazamento diretamente pelos canais de atendimento da concessionária que atende sua cidade.
Consulte qual concessionária atende a sua cidade e entre em contato pelos canais oficiais de atendimento.
Depois de consultar sua cidade, acesse aquapernambuco.com.br ou vitasertao.com.br.
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O Estado de Pernambuco optou por um modelo de concessão parcial, em que a Compesa mantém a responsabilidade pela produção de água, enquanto a iniciativa privada atua na distribuição de água e no esgotamento sanitário. Essa divisão permite concentrar esforços em segurança hídrica e ampliar a eficiência na distribuição de água e no tratamento de esgoto.
A outorga – valor pago pela concessão – não é o foco do projeto, e sim a universalização dos serviços. A definição dos valores e do rateio entre Estado e municípios será feita de forma transparente, com prioridade para que todos os recursos sejam reinvestidos no próprio saneamento.
A estrutura tarifária a ser observada pelas futuras concessionárias obedecerá à vigente atualmente para a Compesa atualizada para a data-base dos estudos (setembro/2023), com as adequações solicitadas pela Compesa para atendimento à Lei da Tarifa Social (Lei n. 14.898/2024). Além disso, o Estado propõe como critério de julgamento o híbrido, no qual a primeira proposta dos licitantes será para reduzir a tarifa em até 5%, privilegiando a modicidade tarifária.
A concessão dos serviços de água e esgoto em Pernambuco faz parte do esforço do Estado para cumprir as metas do novo Marco Legal do Saneamento, que prevê a universalização até 2033. O modelo proposto busca atrair investimentos privados para ampliar o atendimento e melhorar os índices de cobertura, sem que isso signifique a privatização da Compesa, que continuará pública.
Não. O estudo do BNDES contratado pelo Governo do Estado jamais contemplou a privatização da Compesa. Foram estudados cenários de concessão, subconcessão ou parceria público-privada/PPP, tendo o Estado optado por aprofundar o modelo de concessão parcial, no qual a Compesa seguirá como fornecedora de água tratada e responsável pelos grandes investimentos em infraestrutura hídrica no estado de Pernambuco.
Segundo dados do Banco Mundial, que considera apenas países em desenvolvimento, mais de 1.205 projetos foram contratados nas últimas décadas, dos quais mais de 95% estão ativos. Em outro levantamento, incluindo países desenvolvidos e em desenvolvimento, foram identificados 2.080 contratos celebrados entre 1987 e 2014, dos quais 94% seguiam ativos.
Segundo dados do SNIS (2022), as operadoras privadas têm apresentado, em média, maiores níveis de investimento por ligação e melhores indicadores de atendimento de água e esgoto. As concessões dos últimos anos apresentaram significativos aumentos nos investimentos nos seus primeiros anos, mais do que dobrando os investimentos médios da década anterior em AL, RJ, AP e RS (memória anexa).
As áreas rurais também estão contempladas no projeto de melhoria no saneamento do Governo do Estado, com investimentos previstos de R$ 3,5 bilhões para ampliar o atendimento e fortalecer o papel dos sistemas comunitários, como o SISAR. O objetivo é garantir que o avanço do saneamento chegue a todas as regiões, de forma compatível com as características de cada comunidade.
Não. A política de Saneamento Rural descrita nos Planos Regionais segue priorizando o SISAR entre suas diretrizes, sempre compatível com as características da comunidade. Como exemplo disso, o Águas de Pernambuco captou R$ 600 milhões de financiamento do BIRD para o PROSAR, que contempla, entre suas ações, seis Sistemas Integrados de Saneamento Rural (SISAR): Moxotó, Alto Pajeú, Sertão do São Francisco, Sertão Central/Araripe, Agreste Central e Matas. Além disso, o programa prevê a implantação de SISAREs em Betânia, Bezerros, Cabrobó, Caruaru, Jataúba, Palmares, Petrolândia, Tupanatinga e Vitória de Santo Antão.
O projeto de concessão mantém a estrutura tarifária atual da Compesa para as futuras concessionárias, e assegura também a continuidade da tarifa social. Além disso, o critério de licitação permitirá propostas que reduzam o valor da tarifa. A política tarifária busca o equilíbrio entre sustentabilidade financeira e justiça social.
A Compesa seguirá pública e terá papel estratégico no novo modelo, concentrando-se na produção e no tratamento de água, além de grandes obras estruturadoras. Todo o quadro de empregados será mantido, com os profissionais sendo alocados nos processos que continuarão com a Companhia e a empresa continuará fortalecida e essencial para o avanço do saneamento em Pernambuco.
O Governo de Pernambuco contratou o BNDES, referência nacional em estruturação de projetos de saneamento, para apoiar os estudos e modelagem da concessão. Todo o processo ocorre com transparência, consulta pública e participação das microrregiões e órgãos de controle, garantindo a construção coletiva do projeto.
Com a concessão, o atendimento continuará a ser feito por canais oficiais, assegurando transparência e qualidade. As concessionárias deverão seguir padrões rígidos de eficiência e prazo, e os usuários poderão acionar tanto a prestadora dos serviços quanto a agência reguladora em caso de dúvidas ou reclamações.
A Agência de Regulação de Pernambuco (ARPE) será a responsável por fiscalizar e regular os contratos, garantindo que as metas e indicadores sejam cumpridos. Reconhecida nacionalmente por sua capacidade técnica, a agência será fortalecida para atuar com independência e assegurar a qualidade dos serviços prestados.
Sim, a Arpe já tem contribuído através de seu quadro de profissionais tanto na proposição de nova estrutura de regulação quanto nas minutas desenvolvidas.
Pernambuco enfrenta o maior desafio hídrico do país, e por isso a Compesa continuará responsável pelos investimentos em produção e segurança hídrica, como adutoras, barragens e estações de tratamento. A concessão, por sua vez, vai ampliar a eficiência na distribuição e reduzir perdas, contribuindo para melhorar a oferta e combater o racionamento.
Além da realização de investimentos imediatos já no Águas de Pernambuco, o Contrato de Concessão prevê o desenvolvimento de Plano Emergencial de Combate a Intermitência, logo na fase inicial do contrato, que estabelecerá ações das partes para minimizar o racionamento desde o início da concessão e envolverá investimentos em oferta hídrica imediatos com esse objetivo.
A proposta contempla todos os municípios pernambucanos, respeitando o modelo de prestação regionalizada criado por lei estadual. O objetivo é reduzir desigualdades regionais e garantir que cada cidade receba investimentos compatíveis com suas necessidades. As decisões sobre a adesão e o uso dos recursos serão tomadas de forma conjunta entre Estado e microrregiões.
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